Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Quem acompanha o andamento do mercado imobiliário sabe que nos últimos dois anos os lançamentos diminuíram e que aqueles que estão tentando vender sua casa ou apartamento têm enfrentado grandes dificuldades. Têm imóveis que foram colocados à venda pelo proprietário há mais de um ano, e nada de um comprador aparecer.

A crise é fator crucial para os problemas do mercado imobiliário, não há dúvida. No entanto, é preciso compreender quem são as pessoas interessadas em adquirir imóveis atualmente. Qual é, afinal, o perfil do comprador de imóveis?

De modo geral, as pessoas dispostas a adquirir um imóvel são jovens e solteiras. Nos últimos três anos, mais de 40% dos consumidores que buscavam pela primeira casa própria iriam morar sozinhos. Além de morarem sozinhas, muitas pessoas optam por imóveis menores por eles estarem localizados próximo do trabalho, o que é crucial para fugir do trânsito das grandes cidades.

Ainda que exista uma tendência geral, estima-se que cada estado possua um perfil de comprador. Enquanto os paulistas têm preferido apartamentos na região central e os gaúchos apresentam predileção por construções mais tradicionais, os consumidores do Rio de Janeiro têm um comportamento bastante particular.

O que busca o comprador carioca?

Considerando os índices gerais, os cariocas têm a tendência de se endividarem, gastando quase 20% a mais do que ganham. Isso compromete brutalmente o planejamento que comprar um imóvel exige, mas mesmo assim os cariocas costumam optar por bastante conforto no momento de adquirir. Isso inclui boa localização, proximidade do metrô e boas opções de lazer, no caso dos apartamentos.

No que se refere ao gênero, quase 70% dos compradores são homens, solteiros, com nível superior, pouco mais de trinta anos e renda mensal entre oito e nove mil reais.

Quando o assunto é fechar negócio, os compradores ponderam um pouco. A concretização da compra leva de três a quatro meses e a preferências costuma ser por imóveis localizados na mesma área em que o consumidor mora, comportamento comum mesmo para aqueles que irão adquirir o primeiro imóvel.

Ainda que parte considerável dos cariocas gaste mais do que ganha, eles comprometem cerca de 35% da renda com o valor da parcela do imóvel. Essa porcentagem é superior a de todos os outros estados, visto que em São Paulo e na Bahia, por exemplo, a média é de 31%. Os especialistas não indicam o comprometimento de mais de 30% da renda, pois o risco de não conseguir arcar com o compromisso cresce consideravelmente.

Há mais uma particularidade interessante do consumidor carioca. Enquanto nos outros estados os compradores solteiros não adquirem imóveis tendo em vista a possibilidade de aumentar a família, os cariocas levam em consideração, quando procuram pelo imóvel, o desejo de ter filhos futuramente.

Esse é um aspecto bastante importante, pois considerar apenas o momento presente, e não os planos para o futuro, representa um erro bastante comum das pessoas que buscam o primeiro imóvel.

E como está 2017?

O mercado tem buscado identificar o perfil dos compradores para adaptar seus lançamentos.

Nos primeiros meses de 2017, por exemplo, houve baixo número de lançamentos de imóveis de alto e médio padrão, o que é importante para reduzir o número de ofertas disponíveis.

Ainda que o brasileiro não tenha recuperado satisfatoriamente o emprego e a renda, 2017 é apontado como o ano em que o pior já passou. Aposta-se em melhora significativa no segundo semestre, com destaque para os apartamentos pequenos, com metragem entre 45 e 65 metros quadrados, valor em torno de R$500 mil reais, boa localização e oferta de certos confortos, como academia.

Contribuem para as boas perspectivas a diminuição das taxas de juros e a liberação do FGTS das contas inativas, o qual pode ser utilizado no financiamento da casa própria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *