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Categoria: Mercado Imobiliário

Região dos Lagos movimenta mercado imobiliário

Região dos Lagos movimenta mercado imobiliário

Os anos de 2015 e 2016 certamente não deixarão saudades para o mercado brasileiro. 2017, por sua vez, chegou prometendo melhoras, mas ainda deve resultados mais consistentes.

A região dos Lagos, no Rio de Janeiro, que abrange as cidades de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, nada contra as estatísticas negativas e segue crescendo.

Há alguns anos, o mercado imobiliário da região era movimentado majoritariamente pelas locações de temporada. Isso mudou muito nos últimos anos e as construtoras têm tentado acompanhar a demanda por moradia.

No que se refere ao mercado de trabalho, esse cenário é importantíssimo. Faz com que oportunidades de emprego se mantenham no campo da construção civil, mas também no comércio das cidades, principalmente em lojas de materiais de construção, acabamentos e também nas áreas de arquitetura e decoração.

A grande procura por residências acarretou em real valorização dos imóveis da localidade. Se o desejo é alugar um imóvel em Cabo Frio, por exemplo, é preciso saber que em alguns bairros o acréscimo de valor chega a 20%. Entre as três cidades da região dos Lagos, Cabo Frio é a que apresenta números mais expressivos.

Região paradisíaca…e mais barata

Os novos moradores da região dos Lagos são, principalmente, pessoas que habitavam cidades maiores da região. A escolha por mudar de endereço passa pela busca por melhor qualidade de vida.

A razão, no entanto, também é financeira. O metro quadrado de um apartamento em Cabo Frio custa em média três vezes menos do que um imóvel na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

Também é preciso levar em consideração que o custo de vida na região dos Lagos é inferior a da cidade do Rio de Janeiro e os índices de violência são baixos. A junção de melhores condições de vida e economia se mostra, assim, bastante atrativa.

Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo têm apresentado bons índices de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), levantamento da ONU cujo cálculo se baseia na longevidade da população, nível educacional e renda per capita. Para os próximos anos, a expectativa de crescimento é positiva.

Apesar dos dados e índices, é a vida da região dos Lagos que realmente atrai turistas e moradores. Difícil resistir a:

  1. Praias paradisíacas: águas transparentes, areia branquinha, vista de tirar o fogo. Como se isso não bastasse, a região tem praias para quem quer tranquilidade em família, badalação e boas ondas, e também nudismo.
  2. História e cultura: séculos de história fazem com que a região possua igrejas e imóveis históricos para serem visitados.
  3. Bares e gastronomia: nem só de praia vive quem visita a região. A movimentação dos bares e restaurantes garante bons momentos tanto durante o dia quanto durante a agitada noite.

Perfil do comprador

No decorrer dos anos, dois são os tipos de pessoas que investem com mais frequência na compra de imóveis na região.

Primeiro, há quem já possui imóvel próprio e deseja investir em um novo empreendimento. Nesse caso, costuma-se optar por apartamentos que serão alugados para temporada.

O segundo perfil, por sua vez, é formado por pessoas que pretendem morar na região após a aposentadoria, e usufruir da qualidade de vida que a localidade proporciona.

Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Quem acompanha o andamento do mercado imobiliário sabe que nos últimos dois anos os lançamentos diminuíram e que aqueles que estão tentando vender sua casa ou apartamento têm enfrentado grandes dificuldades. Têm imóveis que foram colocados à venda pelo proprietário há mais de um ano, e nada de um comprador aparecer.

A crise é fator crucial para os problemas do mercado imobiliário, não há dúvida. No entanto, é preciso compreender quem são as pessoas interessadas em adquirir imóveis atualmente. Qual é, afinal, o perfil do comprador de imóveis?

De modo geral, as pessoas dispostas a adquirir um imóvel são jovens e solteiras. Nos últimos três anos, mais de 40% dos consumidores que buscavam pela primeira casa própria iriam morar sozinhos. Além de morarem sozinhas, muitas pessoas optam por imóveis menores por eles estarem localizados próximo do trabalho, o que é crucial para fugir do trânsito das grandes cidades.

Ainda que exista uma tendência geral, estima-se que cada estado possua um perfil de comprador. Enquanto os paulistas têm preferido apartamentos na região central e os gaúchos apresentam predileção por construções mais tradicionais, os consumidores do Rio de Janeiro têm um comportamento bastante particular.

O que busca o comprador carioca?

Considerando os índices gerais, os cariocas têm a tendência de se endividarem, gastando quase 20% a mais do que ganham. Isso compromete brutalmente o planejamento que comprar um imóvel exige, mas mesmo assim os cariocas costumam optar por bastante conforto no momento de adquirir. Isso inclui boa localização, proximidade do metrô e boas opções de lazer, no caso dos apartamentos.

No que se refere ao gênero, quase 70% dos compradores são homens, solteiros, com nível superior, pouco mais de trinta anos e renda mensal entre oito e nove mil reais.

Quando o assunto é fechar negócio, os compradores ponderam um pouco. A concretização da compra leva de três a quatro meses e a preferências costuma ser por imóveis localizados na mesma área em que o consumidor mora, comportamento comum mesmo para aqueles que irão adquirir o primeiro imóvel.

Ainda que parte considerável dos cariocas gaste mais do que ganha, eles comprometem cerca de 35% da renda com o valor da parcela do imóvel. Essa porcentagem é superior a de todos os outros estados, visto que em São Paulo e na Bahia, por exemplo, a média é de 31%. Os especialistas não indicam o comprometimento de mais de 30% da renda, pois o risco de não conseguir arcar com o compromisso cresce consideravelmente.

Há mais uma particularidade interessante do consumidor carioca. Enquanto nos outros estados os compradores solteiros não adquirem imóveis tendo em vista a possibilidade de aumentar a família, os cariocas levam em consideração, quando procuram pelo imóvel, o desejo de ter filhos futuramente.

Esse é um aspecto bastante importante, pois considerar apenas o momento presente, e não os planos para o futuro, representa um erro bastante comum das pessoas que buscam o primeiro imóvel.

E como está 2017?

O mercado tem buscado identificar o perfil dos compradores para adaptar seus lançamentos.

Nos primeiros meses de 2017, por exemplo, houve baixo número de lançamentos de imóveis de alto e médio padrão, o que é importante para reduzir o número de ofertas disponíveis.

Ainda que o brasileiro não tenha recuperado satisfatoriamente o emprego e a renda, 2017 é apontado como o ano em que o pior já passou. Aposta-se em melhora significativa no segundo semestre, com destaque para os apartamentos pequenos, com metragem entre 45 e 65 metros quadrados, valor em torno de R$500 mil reais, boa localização e oferta de certos confortos, como academia.

Contribuem para as boas perspectivas a diminuição das taxas de juros e a liberação do FGTS das contas inativas, o qual pode ser utilizado no financiamento da casa própria.