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Autor: Binho

Vale a pena hipotecar o imóvel?

Vale a pena hipotecar o imóvel?

Hipotecar um imóvel significa pegar um empréstimo de valor elevado e dar a casa como garantia. Assim, quem precisa de dinheiro consegue crédito de alto valor. A opção é bastante popular em vários países do mundo, mas só passou a ser praticada no Brasil há cerca de quinze anos.

A hipoteca é oferecida por algumas instituições financeiras. A grande vantagem, para quem pega o empréstimo, é tem bom valor disponibilizado para fazer o que bem entender, com juros mais baixos dos que os comumente praticados no mercado, e longo prazo para quitar a dívida.

Não há dúvidas de que a grande desvantagem é o risco de perda do imóvel, caso o devedor não cumpra o compromisso e não honre as parcelas do empréstimo.

Quais são as exigências

A primeira exigência para o interessado em contratar uma (leia mais aqui) é possuir casa própria, afinal, trata-se do bem dado como garantia. Imóveis de até 300 mil reais são avaliados pela instituição financeira de acordo com o carnê de IPTU.

Todos os bancos que trabalham com hipoteca aceitam imóveis residenciais como garantia, desde que a casa ou apartamento esteja registrado em nome de pessoa física. Algumas instituições financeiras também aceitam a hipoteca de imóveis comerciais, mas é preciso pesquisar.

Quais são as vantagens

A hipoteca possui duas vantagens que são tudo o que o interessado procura. A primeira delas é o prazo de pagamento, o qual pode chegar a até 30 anos. A segunda vantagem está no limite de crédito, que é alto ou até mesmo inexistente, dependendo do valor estimado do imóvel.

Entre os bancos mais populares, oferecem crédito de hipoteca o Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Caixa Econômica e Itaú, além do Citi.

O Citi, por exemplo, empresta até 1,3 milhão de reais, mas o valor fica limitado a 50% do preço avaliado do imóvel. Já a Caixa não estabelece limite nem do valor do imóvel nem de máximo de crédito, mas dinheiro disponível corresponde a no máximo 70% do valor do imóvel, quando o interessado possui mais de um. Caso o imóvel seja o único, o limite cai para 50%.

O Santander é mais comedido, propondo-se a emprestar entre 30 mil e 500 mil reais, com valor máximo restrito a 60% do valor do imóvel.

No que se refere aos juros, a hipoteca não deixa de ser atrativa, pois eles são um pouco inferiores do que alguns outros praticados no mercado. Em geral, a taxa varia entre 12% e 20% ao ano.

Desvantagens

Fazer uma hipoteca significa colocar um imóvel em risco, então é preciso analisar minuciosamente a necessidade de contratar essa linha de crédito.

Geralmente quem busca pela hipoteca precisa tomar emprestado um valor muito alto, mas há outras opções disponíveis no mercado, as quais não comprometem um bem tão importante.

Assim, o interessado deve ter absoluta certeza de que pode arcar com o compromisso firmado. Se houver qualquer dúvida acerca disso, por menor que seja, é melhor buscar por outras opções.

Quando as parcelas acordadas não são honradas, o proprietário tem de entregar o imóvel, o qual vai a leilão, mesmo que parte da dívida tenha sido paga.

Região dos Lagos movimenta mercado imobiliário

Região dos Lagos movimenta mercado imobiliário

Os anos de 2015 e 2016 certamente não deixarão saudades para o mercado brasileiro. 2017, por sua vez, chegou prometendo melhoras, mas ainda deve resultados mais consistentes.

A região dos Lagos, no Rio de Janeiro, que abrange as cidades de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo, nada contra as estatísticas negativas e segue crescendo.

Há alguns anos, o mercado imobiliário da região era movimentado majoritariamente pelas locações de temporada. Isso mudou muito nos últimos anos e as construtoras têm tentado acompanhar a demanda por moradia.

No que se refere ao mercado de trabalho, esse cenário é importantíssimo. Faz com que oportunidades de emprego se mantenham no campo da construção civil, mas também no comércio das cidades, principalmente em lojas de materiais de construção, acabamentos e também nas áreas de arquitetura e decoração.

A grande procura por residências acarretou em real valorização dos imóveis da localidade. Se o desejo é alugar um imóvel em Cabo Frio, por exemplo, é preciso saber que em alguns bairros o acréscimo de valor chega a 20%. Entre as três cidades da região dos Lagos, Cabo Frio é a que apresenta números mais expressivos.

Região paradisíaca…e mais barata

Os novos moradores da região dos Lagos são, principalmente, pessoas que habitavam cidades maiores da região. A escolha por mudar de endereço passa pela busca por melhor qualidade de vida.

A razão, no entanto, também é financeira. O metro quadrado de um apartamento em Cabo Frio custa em média três vezes menos do que um imóvel na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

Também é preciso levar em consideração que o custo de vida na região dos Lagos é inferior a da cidade do Rio de Janeiro e os índices de violência são baixos. A junção de melhores condições de vida e economia se mostra, assim, bastante atrativa.

Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo têm apresentado bons índices de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), levantamento da ONU cujo cálculo se baseia na longevidade da população, nível educacional e renda per capita. Para os próximos anos, a expectativa de crescimento é positiva.

Apesar dos dados e índices, é a vida da região dos Lagos que realmente atrai turistas e moradores. Difícil resistir a:

  1. Praias paradisíacas: águas transparentes, areia branquinha, vista de tirar o fogo. Como se isso não bastasse, a região tem praias para quem quer tranquilidade em família, badalação e boas ondas, e também nudismo.
  2. História e cultura: séculos de história fazem com que a região possua igrejas e imóveis históricos para serem visitados.
  3. Bares e gastronomia: nem só de praia vive quem visita a região. A movimentação dos bares e restaurantes garante bons momentos tanto durante o dia quanto durante a agitada noite.

Perfil do comprador

No decorrer dos anos, dois são os tipos de pessoas que investem com mais frequência na compra de imóveis na região.

Primeiro, há quem já possui imóvel próprio e deseja investir em um novo empreendimento. Nesse caso, costuma-se optar por apartamentos que serão alugados para temporada.

O segundo perfil, por sua vez, é formado por pessoas que pretendem morar na região após a aposentadoria, e usufruir da qualidade de vida que a localidade proporciona.

Aluguel de temporada, excelente (e econômica) opção para aproveitar as férias

Aluguel de temporada, excelente (e econômica) opção para aproveitar as férias

Seja em julho, durante o inverno, em dezembro e janeiro, em pleno verão, ou no decorrer dos feriados, alugar uma casa de temporada é uma excelente opção para curtir um tempo com a família e os amigos.
Por menor que seja o tempo de estadia e o compromisso entre locador e locatário, é preciso ter algumas precauções no momento de fechar negócio. Afinal, a família tem uma expectativa quanto ao espaço que encontrará e as opções de lazer que a casa oferecerá. Não encontrar o que alugou pode ser muito frustrante, mas evitar isso é bem fácil.
Busque por detalhamento
Ao procurar pela casa perfeita, tenha em mente o que você precisa. Isso significa saber quantas pessoas ficarão na casa e o que essas pessoas esperam.
Com isso definido, busque por anúncios detalhados e fuja daqueles muitos vagos. As fotos devem dar boa noção do tamanho e do estado de conservação dos cômodos. Caso você não sinta segurança suficiente, peça por todas as informações que quiser e por novas fotos.
Sempre que possível, dê preferência por imóveis anteriormente alugados por amigos e familiares, pois eles poderão emitir opinião mais confiável sobre o lugar.
Pense também nos arredores do imóvel que pretende alugar. Você deseja estar próximo do comércio? De algum ponto turístico específico? Área central? Seja muito específico em suas exigências e bastante atento aos anúncios.
Desconfie das grandes promessas
Todos procuramos por excelentes lugares a um preço atrativo. No entanto, seja cuidadoso e não acredite em tudo que um anúncio diz.
Antes de fechar negócio, confirme com o corretor ou com o proprietário todos os detalhes interessantes que chamaram sua atenção. E busque por bons preços, mas desconfie de valores que destoam muito do nível anunciado da propriedade.
A internet é uma incrível aliada do consumidor. Veja qual é a avaliação recebida por aquele locatário e para o imóvel desejado. Aliás, você pode utilizar ferramentas como o Google Maps para certificar-se da existência e da localização do imóvel.
Saiba de seus direitos (e de seus deveres)
Se o imóvel contratado não tiver as características esperadas, mesmo com todo o cuidado na procura, o contratante tem direitos. Caso opte por não permanecer na residência, o valor pago deve ser integralmente devolvido. Já se decidir permanecer no imóvel, o ideal é negociar um desconto no preço anteriormente acordado.
A imobiliária ou proprietário deve, sempre, oferecer exatamente o que prometeu no anúncio.
Obviamente, também é fundamental ter plena consciência das obrigações enquanto cliente. O imóvel deve ser entregue exatamente como foi encontrado. Caso algo seja quebrado ou mal utilizado, deverá ser pago.
Outro ponto importante é a data de entrada e saída do imóvel, que deve ser rigorosamente respeitada. Qualquer alteração nesse quesito precisa ser consultada com a imobiliária ou proprietário.
Contrato de locação
Mesmo que o tempo de estadia seja curto, é ideal sempre firmar contrato de locação. Ele representa segurança tanto para o locador quanto para o locatário.
No contrato deve constar, além das datas de entrada e saída, tudo o que está dentro do imóvel. O detalhamento deve incluir móveis, utensílios de cozinha, estado de conservação dos cômodos e bens.
Quando chegar ao imóvel, certifique-se sobre o funcionamento de torneiras, descargas, lâmpadas e interruptores. Caso algum não esteja funcionando ou esteja destoando do que dizia o contrato, a imobiliária ou locatário deve ser comunicado imediatamente.
Com bastante atenção e informação é possível alugar o imóvel de temporada ideal e aproveitar as tão merecidas férias!

Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Mercado imobiliário: o que busca o comprador carioca?

Quem acompanha o andamento do mercado imobiliário sabe que nos últimos dois anos os lançamentos diminuíram e que aqueles que estão tentando vender sua casa ou apartamento têm enfrentado grandes dificuldades. Têm imóveis que foram colocados à venda pelo proprietário há mais de um ano, e nada de um comprador aparecer.

A crise é fator crucial para os problemas do mercado imobiliário, não há dúvida. No entanto, é preciso compreender quem são as pessoas interessadas em adquirir imóveis atualmente. Qual é, afinal, o perfil do comprador de imóveis?

De modo geral, as pessoas dispostas a adquirir um imóvel são jovens e solteiras. Nos últimos três anos, mais de 40% dos consumidores que buscavam pela primeira casa própria iriam morar sozinhos. Além de morarem sozinhas, muitas pessoas optam por imóveis menores por eles estarem localizados próximo do trabalho, o que é crucial para fugir do trânsito das grandes cidades.

Ainda que exista uma tendência geral, estima-se que cada estado possua um perfil de comprador. Enquanto os paulistas têm preferido apartamentos na região central e os gaúchos apresentam predileção por construções mais tradicionais, os consumidores do Rio de Janeiro têm um comportamento bastante particular.

O que busca o comprador carioca?

Considerando os índices gerais, os cariocas têm a tendência de se endividarem, gastando quase 20% a mais do que ganham. Isso compromete brutalmente o planejamento que comprar um imóvel exige, mas mesmo assim os cariocas costumam optar por bastante conforto no momento de adquirir. Isso inclui boa localização, proximidade do metrô e boas opções de lazer, no caso dos apartamentos.

No que se refere ao gênero, quase 70% dos compradores são homens, solteiros, com nível superior, pouco mais de trinta anos e renda mensal entre oito e nove mil reais.

Quando o assunto é fechar negócio, os compradores ponderam um pouco. A concretização da compra leva de três a quatro meses e a preferências costuma ser por imóveis localizados na mesma área em que o consumidor mora, comportamento comum mesmo para aqueles que irão adquirir o primeiro imóvel.

Ainda que parte considerável dos cariocas gaste mais do que ganha, eles comprometem cerca de 35% da renda com o valor da parcela do imóvel. Essa porcentagem é superior a de todos os outros estados, visto que em São Paulo e na Bahia, por exemplo, a média é de 31%. Os especialistas não indicam o comprometimento de mais de 30% da renda, pois o risco de não conseguir arcar com o compromisso cresce consideravelmente.

Há mais uma particularidade interessante do consumidor carioca. Enquanto nos outros estados os compradores solteiros não adquirem imóveis tendo em vista a possibilidade de aumentar a família, os cariocas levam em consideração, quando procuram pelo imóvel, o desejo de ter filhos futuramente.

Esse é um aspecto bastante importante, pois considerar apenas o momento presente, e não os planos para o futuro, representa um erro bastante comum das pessoas que buscam o primeiro imóvel.

E como está 2017?

O mercado tem buscado identificar o perfil dos compradores para adaptar seus lançamentos.

Nos primeiros meses de 2017, por exemplo, houve baixo número de lançamentos de imóveis de alto e médio padrão, o que é importante para reduzir o número de ofertas disponíveis.

Ainda que o brasileiro não tenha recuperado satisfatoriamente o emprego e a renda, 2017 é apontado como o ano em que o pior já passou. Aposta-se em melhora significativa no segundo semestre, com destaque para os apartamentos pequenos, com metragem entre 45 e 65 metros quadrados, valor em torno de R$500 mil reais, boa localização e oferta de certos confortos, como academia.

Contribuem para as boas perspectivas a diminuição das taxas de juros e a liberação do FGTS das contas inativas, o qual pode ser utilizado no financiamento da casa própria.